quarta-feira, 11 de junho de 2008

Igreja 'mais antiga do mundo' descoberta na Jordania

World's 'oldest Christian church' discovered in Jordan
By Tim Butcher in Jerusalem

Archaeologists claim to have found the world's oldest church dating from shortly after Christ's crucifixion.
If tests confirm that it dates back to between 33 AD to 70 AD, as the archaeologists claim, it would make it the earliest known place of Christian worship by around two hundred years.
According to a report in the Jordan Times newspaper, a very early underground church was found beneath the ancient Saint Georgeous Church, which itself dates back to 230 AD, in Rihab, northern Jordan near the Syrian border.
"We have uncovered what we believe to be the first church in the world, dating from 33 AD to 70 AD," Abdul Qader al-Husan, head of Jordan's Rihab Centre for Archaeological Studies, said.
"We have evidence to believe this church sheltered the early Christians – the 70 disciples of Jesus Christ."
A mosaic found in the church describes these Christians as "the 70 beloved by God and Divine". Mr Husan said they believed to have fled persecution in Jerusalem and founded churches in northern Jordan.
He cited historical sources which suggest they both lived and practised religious rituals in the underground church and only left it after Christianity was embraced by Roman rulers in the fourth century AD.
The claim was treated with some disdain in online chatrooms focusing on biblical knowledge with most contributors suggesting the claim was made up to boost Rihab's tourist status.
There is no clear holder of the title of oldest Christian church with various sites claiming the title without definitive evidence.
In 2005 Israeli archaeologists claimed to have found the earliest Christian church when they uncovered a floor mosaic dating from the first part of the third century.
It was found inside the perimeter fence of a top security prison built by Israel in Megiddo or, to use its ancient name, Armageddon, where, according to the New Testament, the final battle between good and evil will be fought before the return of the Messiah.
The bishop deputy of the Greek Orthodox archdiocese, Archimandrite Nektarious, described the Rihab discovery as an "important milestone for Christians all around the world."
Researchers recovered pottery dating back to between the 3rd and 7th centuries, which they say suggests these first Christians and their followers lived in the area until late Roman rule.
Inside the cave there are several stone seats which are believed to have been for the clergy and a circular shaped area, thought to be the apse.
There is also a deep tunnel which is believed to have led to a water source, the archaeologist added.
Rihab is home to a total of 30 churches and Jesus and the Virgin Mary are believed to have passed through the area, Husan said.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Encontro de Peregrinos - Dia 19

Cabeço da Abelha - Como chegar lá

De Lisboa:
1. seguir para auto estrada do Algarve e sair direcção Alcácer do Sal.
2. Ir ao centro da vila (rotunda da ponte velha) e tomar direcção Torrão.
3. Cerca de 15km depois (estrada em bom estado mas com muita curva!), chega-se ao lugar de Casa Branca, logo seguido pela direita da Herdade das Parchanas.
4. Do lado esquerdo da estrada, mesmo em frente à entrada das Parchanas está um caminho de terra que sobe.
5. Seguir esse caminho, passa-se por uma construção abandonada e logo depois está o portão do Cabeço da Abelha à vossa espera!!!

Oração de S. Tomás de Aquino

Que eu chegue a Ti, Senhor,
por um caminho seguro e recto;
caminho que não se desvie
nem na prosperidade nem na adversidade,
de tal forma que eu te dê graças
nas horas prósperas e nas adversas,
conserve a paciência,
não me deixando exaltar pelas primeiras
nem abater pelas outras.

Que nada me alegre ou entristeça,
excepto o que me conduza a Ti
ou que de Ti me separe.

Que eu não deseje agradar
nem receie desagradar senão a Ti.
Tudo o que passa torne-se desprezível a meus olhos
por tua causa, Senhor,
e tudo o que Te diz respeito me seja caro, mas Tu, meu Deus, mais do que o resto.

Qualquer alegria sem Ti me seja fastidiosa,
e nada eu deseje fora de Ti.
Qualquer trabalho, Senhor,
feito por Ti me seja agradável
e insuportável aquele de que estiveres ausente.

Concede-me a graça
de erguer continuamente o coração a Ti
e que, quando eu caia,
me arrependa.
Torna-me, Senhor meu Deus,
obediente, pobre e casto;
paciente, sem reclamação;
humilde, sem fingimento;
alegre, sem dissipação;
triste, sem abatimento;
reservado, sem rigidez;
activo, sem leviandade;
animado pelo temor, sem desânimo;
sincero, sem duplicidade;
fazendo o bem sem presunção;
corrigindo o próximo sem altivez;
edificando-o com palavras e exemplos, sem falsidade.

Dá-me, Senhor Deus,
um coração vigilante,
que nenhum pensamento curioso
arraste para longe de Ti;
um coração nobre que nenhuma afeição indigna debilite;
um coração recto que nenhuma intenção equívoca desvie;
um coração firme, que nenhuma adversidade abale;
um coração livre, que nenhuma paixão subjugue.

Concede-me, Senhor meu Deus,
uma inteligência que Te conheça,
uma vontade que Te busque,
uma sabedoria que Te encontre,
uma vida que te agrade,
uma perseverança que Te espere com confiança
e uma confiança que Te possua, enfim.
Amén.

(S. Tomás de Aquino)
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Roy (14-4-2008)

sábado, 29 de março de 2008

Túmulo vazio...

Da cruz e da ressurreição nasce a Igreja, o povo de Deus em caminhada. E seguimos um crucificado, somos a religião do Túmulo vazio. LA

sexta-feira, 21 de março de 2008

AL CRISTO CRUCIFICADO (Sta. Teresa d’Ávila)

No me mueve mi Dios para quererte,
el cielo que me tienes prometido
ni me mueve el infierno tan temido
para dejar por eso de ofenderte.

Tú me mueves Jesús:
muéveme el verte clavado
en esa cruz y escarnecido,
muéveme el ver tu cuerpo tan herido
muévenme tus afrentas y tu muerte,
muéveme al fin tu amor de tal manera,
que aunque no hubiera cielo yo te amara
y aunque no hubiera infierno te temiera.

No me tienes que dar porqué te quiera
pues aunque lo que espero, no esperara
lo mismo que te quiero te quisiera.

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Sexta-feira Santa 2008
Roy

quinta-feira, 20 de março de 2008

«Em silêncio diante d’Ele»

«Em silêncio diante d’Ele»

É o que me proponho fazer neste tempo de Quaresma e de Páscoa: procurá-Lo para ficar diante d’Ele, em silêncio...

A visita ao Santíssimo, o tempo de adoração que podemos fazer, não substitui nem se confunde com a Comunhão de cada Missa. São gestos diferentes, mas ambos necessários.

Na Comunhão é Ele que nos invade, é Ele dentro de nós, tão dentro e tão íntimo que, como a nós, não O vemos. Na Adoração ao Santíssimo, é Ele diante de nós, somos nós diante d’Ele. É o frente-a-frente, o cara-a-cara. Nós vemo-Lo e Ele, sabemos e acreditamos, vê-nos.

Ás vezes parece-me tempo perdido, o que passo, sentado ou ajoelhado diante da Hóstia branca e redonda, fina e frágil, ladeada por velas acesas. Nada acontece. Não me saem as palavras, não me vêm pensamentos edificantes, nada... só silêncio. E mortifico-me com perguntas e dúvidas sobre o sentido daquele meu gesto, daquele meu tempo ali passado. Que umas vezes voa e outras parece não passar.

Vou então aprofundando as verdades da minha fé e as razões da minha vida, e tudo ganha sentido quando relembro a mim próprio que não depende de mim o significado, a verdade e o proveito daquele gesto... mas d’Ele e só d’Ele. A sua Presença ali, viva e verdadeira, não depende do meu estado de alma, nem do meu estado de graça ou de pecado, nem da minha vontade... mas d’Ele e só d’Ele.

Deus está ali e isso basta! E se Deus está ali, eu estou com Ele. E se eu estiver com Ele, que mais posso querer? Que mais posso pedir? Que outra coisa melhor me poderia acontecer, em todo o meu dia?

E se eu estiver junto d’Ele, ainda que mudo e quedo, Ele fará o que eu não sei fazer e Ele dar-me-á o que eu não sei pedir. Eu só tenho que ir ao seu encontro, num acto de vontade própria e livre e oferecer a minha aridez, a minha mudez, o meu silêncio... e isso Lhe basta. Porque o que verdadeiramente Ele quer de mim, não são tanto as coisas boas que pensei, que disse ou que fiz. Ele quer de mim muito mais do que isso: Ele, de mim, quer tudo! Quer a minha vontade, o meu coração, a minha pessoa, a minha vida inteira. Quere-a tal como ela é, com os defeitos e as virtudes que ela tem. Quere-me, a mim!

É por isso que uma Visita ao Santíssimo faz-me crescer como pessoa, porque ainda que nada tenha para Lhe dizer, relembra-me o amor que Ele me tem que O faz estar ali... à minha espera... sempre.

É esta a minha proposta para este tempo de Quaresma. Eu sei que é difícil arranjar tempo para o fazer. Ainda bem, porque assim, tem muito mais sabor... e Ele há-de gostar ainda mais!

Rui Corrêa d’Oliveira
“Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo”

Ficamos de imediato com a impressão de uma santidade inefável, de uma dignidade sublime, de uma pureza sem sombra, mas também com a convicção de uma grandeza divina.

Mas se o Divino nos assusta n’Ele pelo poder, pela glória, pela sublimidade soberanas, o humano atrai-nos com irresistíveis encantos. A sua compaixão pelos que sofrem comove-nos; a sua atitude para com os pecadores arrebata-nos, e a admiração apodera-se de nós perante as suas inefáveis condescendências. Ele, que se apresenta aos discípulos e lhes propõe uma doutrina moral de uma rudeza impressionante, enche-se de piedade perante uma alma que se agita impotente nas malhas do pecado, contempla emocionado o menor progresso de uma boa vontade que avança pelo caminho novo, e estremece de gozo ao ver um ténue raio de luz na alma de um homem.

Ele próprio é um homem, um homem que chora, que reza, que se comove, que sente fadiga, que se vê esgotado pela fome, que tem as suas angustias e suas preferências, que se indigna e se comove, se entusiasma e se enche de tristeza. Embora isento do mal moral e do remorso, nada de autenticamente humano é alheio a Ele. No seu trato com os homens notamos uma mistura de doçura e de majestade, de autoridade consciente e abnegação total, que nos revelam ao mesmo tempo o Filho de Deus e o Filho do homem, como Ele gostava de se chamar a si próprio. Cura, exorciza, absolve, increpa os ventos, acaricia as crianças, compadece-se da multidão, aceita as comidas que lhe oferecem tantos os ricos como os pobres; fala com os ám-há-rez, coisa nefanda para um fariseu, e não só permite que se aproximem Dele os pecadores e os publicanos, como parece ter por eles uma espécie de preferência. Ama-os com essa ternura insistente e inquieta que as mães têm com os filhos ameaçados pela doença ou pela morte. Que paciência tem para todas as ignorâncias e fraquezas! Que doçura e que energia para instruir os discípulos, para suportar as suas imperfeições, para lhes revelar, um por um, os grandes preceitos da nova lei: os deveres de humildade, as alegrias da ajuda fraterna, o perdão das injúrias, o préstimo amável, que não degrada e que enche de gozo o coração.

Acessível, misericordioso, familiar; grandeza heróica, dignidade inefável, soberana pureza; limpidez de palavra, limpidez de pensamento e limpidez de vida. Jesus oferece-nos já, considerado só na intimidade da sua vida e na graça da sua humanidade, a partir do seu ministério público, a mais bela imagem que aos homens foi dado contemplar.

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A todos uma Santa Páscoa.
Roy.